domingo, 25 de outubro de 2009

Bom dia, flor! (Parte 1)


Vou começar a falar do sol que começa a lançar seus raios por entre as árvores dessa manhã e por falar nela, como está bela, que causou até uma inspiração tremenda para contar a história de uma jovem na qual observei que está vivendo faz alguns dias aqui nas proximidades, num trailer com sua maneira um tanto peculiar e então decidi escrever. Começarei pelo seu nome, Nandina Bonina, incomum. Assusto-me e tenho medo de fantasiá-la demais, porque das ultimas histórias que contei, as pessoas me transmitiam certa necessidade de desabafo, pelos seus destinos tão cruéis. Não tem explicação, mas com ela é diferente, faz com que a paz fique perambulando no ar e por ser tão grande a tranquilidade, me rouba as palavras, me fascina. Jamais pensem que falo assim por estar apaixonado, falo por causa do belo brilho similar aos das estrelas dos seus olhos esverdeados e dos seus longos cabelos escuros que aparentam nunca terem sido tingidos. Inevitável, a partir de agora, vou passar a observá-la diariamente, para desse modo, descobrir algo que possa compartilhar com vocês, caros amigos.
Hoje eu descobri que ela ouve a Janis Joplin, ela não me contou, mas o som chegou aos meus ouvidos. Qualquer semelhança entre elas, é mera coincidência. O que diferencia, é que a moça da voz berrante nunca me causou perda da fala, ao contrário da jovem de baixa estatura e pele branca cheia cicatrizes. Algo curioso, é uma pulseira cor de limão, lembro de ela ter me contado que se trata do seu amuleto de sorte, enquanto mordia compulsivamente seu dedo mindinho. No entanto, dizem que ela nunca dirigiu a palavra a mim. Ainda é pouco, preciso sair dessa inércia. Já são seis dias que a olho, pensei em comprar dois ingressos para irmos juntos ao Woostock, mas ouvi em meio a risadas, que já fazem mais de três décadas que aconteceu. Que farei para criar um laço com a jovem? Sinto-me inferior quando se trata de valores para com a vida. Mais inferior ainda quando tento aproximar-me dela. Algo me impede, talvez eu mesmo. De o próximo raiar do dia não passa, trocarei ideias de simplicidade e beleza como o canto do passarinho. (...)

3 comentários:

Lana disse...

nandina me encanta, pena que ja sei o final, rs!

Rubian'Calixto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rubian'Calixto disse...

até aqui estou fascinado.