sexta-feira, 25 de julho de 2008

Paródia do pirulito


Pirulito que tanto bate
Pirulito que tanto bateu

Cuidado que ele se quebra
E não vai ser mais seu.


Pirulito que tanto bates

Pirulito que é pra lamber
Que agora não é mais seu
E vai ficar só no querer.

sábado, 19 de julho de 2008

Caneta

Lembro-me bem, era noite de inverno e estávamos em família turistando em Brasília de férias. Sentados numa mesa na pizzaria Fratello, jogando conversa dentro (pra não dizer fora, afinal seria desperdício), aguardando a pra lá de meio metro chegar, quando passa um homem, pela sua aparência e sotaque, digo que veio desses países orientais, japonês, chinês, coreano... ah! Tanto faz, dá no mesmo não é?
Com uma caixa cheia de bugigangas, todas importadas. Meio desajeitado ele aproxima-se e diz: “Chavelo”, “lantená”, “Cãneta”?
Então eu agradeci e fiz sinal negativo com a cabeça e meu irmão, como adora milacrias, pediu para dar uma olhada. Viu uma lanterna e perguntou:
- Qual o valor?
- “Cãneta”? (mostrando os vários tipos)
- Não, o preço da lanterna.
- Si, si. Quinsé a menor e dossé a maior.
- Tudo bem, vou levar.
- “Cãneta”? (falando de maneira insatisfeita por ele só querer levar a lanterna)
- Não, só isso mesmo. Tem troco pra cinqüenta?
- “Cãneta?”
- Nãããão, troco. (mostrando a nota)
- Si, si. Mas não quer “Cãneta”? (com ar meio pra baixo)
- Não. Por favor... (entregando o dinheiro)
Entrega o troco, e a laterna. Mas resiste, anda um pouco e pergunta novamente:
- “Cãneta” , não?
- Não, OBRIGADO.
Resumindo, só há duas opções: ou aquele oriental não entendia português direito, ou havia certo desespero por vender caneta (só queria entender o porquê).

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Veneno

Dessa vez, foi fatal. Não foi dada chance manifesto ou tentativa de resistência. Foi morte lenta talvez, imperceptível e misteriosa. Até certo ponto, porque não foi um crime perfeito. Há vestígios, brevemente descobertos, Amon Vientos o mais dócil e infantil, cachorro da raça Dogue de Bordeaux, partiu a pouco, por envenenamento, assim indicam os laudos. Agora, está in memorian, todos angustiados e tristes, pensando nas mais remotas possibilidades de quem seria o autor do crime. Carteiros? Vizinhos? Alguém que queria simplesmente matá-lo por inveja? Por que não bandidos? Será que foi planejado? Será que alguém esperava resultados com a morte do animal?O difícil seria levantar nomes. Ainda mais, quando foi afirmado: o ato de envenenar repetiu-se inúmeras vezes, não se sabem ao certo quantas.

Para nada mais terá reversão, morte é sempre morte, sem escapatória, se discordas, prove-me o contrário! Estou tentando apenas, amenizar minha revolta, ou pôr pra fora, tudo que agora tenta me corroer, amargamente. Lembrei-me agora, preciso dizer Chumbinho, Cane Corso, mas nem tão dócil e infantil, também esteve em risco, pois havia ingerido do mesmo veneno, mas em menores dosagens. Felizmente, está bem, de volta ao seu lar.
Se acaso o culpado aparecer, pensemos juntos: Tudo que vai volta, estou certa? Deixo por conta da própria vida a punição, não vou implorar por justiça, muito menos pedir danos morais em dinheiro, só lembro uma coisa: o veneno dele foi ingerido e no homem, adivinha? Está eternamente dentro dele, circula nas veias, e vai direto pro órgão denominado coração.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Sem o que dizer. falta do que fazer...

Escrever é um desabafo, mas há quem negue. Não tenho o que dizer, logo, nem perco tempo. Um monte de frases amontoadas são vindas de fora, sem nenhum significado. Escrever é um dom divino, que na maioria das vezes a massa acha possuí, acontecendo auto-enganação. Eu não o possuo, sei nem na verdade o porquê de eu estar falando blasfemias aqui. Coisa de desocupada... Francamente! Sem palavras, sem tristeza, sem desabafos, então posso ir.