quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Voto de felicidade.


Em um minuto de silêncio, percebi o número de anjos que tenho ao meu redor e vou remeter-me ao clichê: estes não possuem asas. Podem ser até meio devassos e são desprovidos de ingenuidade, talvez isso faça a diferença. É difícil decifrar qual o mais belo, qual me faz melhor. Podem até mudar de nome, endereço mas continuarão sempre anjos. Uns permanecerão por um longo tempo caminhando na mesma quilometragem, já outros, o trem da vida fará questão de afastar, mudando a velocidade, porque na realidade, não eram meus. Virão então, os substitutos, assim funciona o ciclo e nunca pára! Hoje, é o aniversário de um deles, que tem caminhado junto a mim. E o que te desejo? Sorte no amor, na vida, em cada segundo e que possamos ainda ir pra muitas festas que vão partir, seja no vila ou em matanza. Gosto muito de você Camiletxe, nunca mude! Continue pensando em sitonia comigo e me doe um pouco da sua inteligência, ou pelo menos compartilhe.

PAAAAAAAAAAARABÉNS AMIGA! (L)

domingo, 1 de novembro de 2009

Bom dia, flor! (Final)

E assim elas as tomou, todas de uma só vez, nem hesitou, estou aguardando para ver qual será seu comportamento agora, esperem só mais 5 minutinhos... Não tenha pressa, essa história de amor estar apenas começando. Mas olha lá, como está lá, mais sorridente e bela que nunca. Acho que vou pedi-la em casamento, será que devo? Dêem-me licença agora.
Do que tanto ri, minha doce Nandina? Que pergunta hipócrita a minha, é que estou acostumado com tranquilidade e rir é algo fora do seu habitual. Mas então, quero te pedir algo, não sei se devo melhor esperar até mais tarde, quando tomarei uma dose de coragem, por que me sinto tão vazio se você está aqui comigo e tem todo seu coração entregue ao meu?
Fecho os olhos, espero a tristeza intrometida partir contando até... Oito, nove, dez, pronto! Ora mais, que alegria, que colorido, vejo flores: alecrins, gérberas, cravos, tulipas, margaridas, orquídeas, lírios, violetas, rosas, lótus, nunca vi jardim tão exuberante quanto este. Só ouço mais uma vez e novamente, o canto dos pássaros, tento encontrá-la sei que está aqui, não há questionamentos a respeito, mas onde? Os risos teus parecem ter silenciado, ainda assim, me sinto bem. Procuro e encontro as duas belezas que se destoem no meio de tanta beleza, quem ou o que seria? Minha Nandina, minha Bonina, minhas flores entrelaçadas. Rego-a todas as manhãs com muito amor e carinho, olho fixamente durante horas emudecido para seu jeito singular, às vezes a deixo, mas jamais a esqueço, sempre volto antes do dia seguinte, impedindo que viva situações de risco ou mau tratos, sou ciumento, nela ninguém encosta um dedo sequer,
a quero eternamente comigo, esquecendo do mais cedo ou mais tarde, momento no qual perderá seu encanto.
Após alguns dias, o improvável provável aconteceu, murcha, caída no jardim, seca e sem vida. Dever haver algum equivoco. Preciso de duas cápsulas, só duas. Engoli a seco e de imediato lembrei da velha canção que fiz, ou deveria ter feito, mas uma banda chamada Titãs se encarregou de fazer por mim. “Há flores cobrindo o telhado e embaixo do meu travesseiro, há flores por todos os lados, há flores em tudo que eu vejo...” se as flores têm cheiro de morte, teria a morte o melhor perfume? Entretanto, flores de plástico não morrem. E olha só quem logo ali. “Bom dia, flor!”

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Bom dia, flor! (Parte 2)

A noite inteira sem pregar os olhos, olhando para a lua e pensando na maneira de agradá-la, sem demonstrar interesse e sem causar espanto. Se eu vestir meu melhor traje, vou parecer materialista demais, no caso contrário, vou aparentar desleixo. Nem agridoce posso ser, seria um doce-meio-amargo. E quem não sabe o que significa isso,esqueça, é sem relevância. O melhor a fazer é agir naturalmente, mas já sinto minhas pernas trêmulas, só em imaginar, frente a frente, eu-ela-ela-eu. Vou chamá-la para nos embebedarmos com o vinho do amor. Droga! Esqueci. Ela detesta vinho, só bebe tequila. Chegando perto da meia-noite, desisti de esperar e então fui, a chamei, fomos e pedi tequila porque esqueci que ela só bebe vinho. Como sou desligado, assim ela vai detestar minha companhia e de manhã não me liga de volta, não lembro de ela ter dado seu número, nem telefone celular ela possui.
Mais um dia e acordo ansioso para revê-la, sei que ela estará lá, no mesmo local de sempre, à minha espera. Está apaixonada, tenho certeza disso. A cada passo, meu coração acelera, acho que vou enfartar de tanta emoção. Cheguei ao trailer, ao menos até o local onde o mesmo deveria estar. No entanto, só havia um vazio, uma árvore, que não trazia mais ar puro e um pássaro, que perdeu o canto. Minha querida Nandina deixe de brincar de esconde-esconde, impossível não ter deixado pistas para eu te encontrar. Veja só! Olha quem eu vejo, sabia que só se tratava de uma brincadeira, sua boba, quase que me enganou, hein? Ah! Desculpe, atrapalhando sua meditação, me perdoe, querida. Aliás, trouxe algo para vivermos os momentos mais alucinantes de nossas vidas, é só ingerir três cápsulas dessas e pronto, começará nossa viagem. Está preparada? Não sinta medo.

domingo, 25 de outubro de 2009

Bom dia, flor! (Parte 1)


Vou começar a falar do sol que começa a lançar seus raios por entre as árvores dessa manhã e por falar nela, como está bela, que causou até uma inspiração tremenda para contar a história de uma jovem na qual observei que está vivendo faz alguns dias aqui nas proximidades, num trailer com sua maneira um tanto peculiar e então decidi escrever. Começarei pelo seu nome, Nandina Bonina, incomum. Assusto-me e tenho medo de fantasiá-la demais, porque das ultimas histórias que contei, as pessoas me transmitiam certa necessidade de desabafo, pelos seus destinos tão cruéis. Não tem explicação, mas com ela é diferente, faz com que a paz fique perambulando no ar e por ser tão grande a tranquilidade, me rouba as palavras, me fascina. Jamais pensem que falo assim por estar apaixonado, falo por causa do belo brilho similar aos das estrelas dos seus olhos esverdeados e dos seus longos cabelos escuros que aparentam nunca terem sido tingidos. Inevitável, a partir de agora, vou passar a observá-la diariamente, para desse modo, descobrir algo que possa compartilhar com vocês, caros amigos.
Hoje eu descobri que ela ouve a Janis Joplin, ela não me contou, mas o som chegou aos meus ouvidos. Qualquer semelhança entre elas, é mera coincidência. O que diferencia, é que a moça da voz berrante nunca me causou perda da fala, ao contrário da jovem de baixa estatura e pele branca cheia cicatrizes. Algo curioso, é uma pulseira cor de limão, lembro de ela ter me contado que se trata do seu amuleto de sorte, enquanto mordia compulsivamente seu dedo mindinho. No entanto, dizem que ela nunca dirigiu a palavra a mim. Ainda é pouco, preciso sair dessa inércia. Já são seis dias que a olho, pensei em comprar dois ingressos para irmos juntos ao Woostock, mas ouvi em meio a risadas, que já fazem mais de três décadas que aconteceu. Que farei para criar um laço com a jovem? Sinto-me inferior quando se trata de valores para com a vida. Mais inferior ainda quando tento aproximar-me dela. Algo me impede, talvez eu mesmo. De o próximo raiar do dia não passa, trocarei ideias de simplicidade e beleza como o canto do passarinho. (...)

sábado, 17 de outubro de 2009

Don Juan de Marco.


"Meu nome é Don Octávio del Flores. Sou o maior psiquiatra do mundo.Já curei mais de mil pacientes.Seus rostos perduram em minha memória como dias de verão...mas nenhum se compara a Don Juan DeMarco.Então, não foi tão insano nos encontrarmos num avião voando para ilha de Eros. Era como o Éden antes da queda. Tudo parecia possível.E como termina nossa fábula? Sua Doña Ana, a da foto do meio, estaria ela esperando na praia por toda a eternidade até que ele voltasse como haviam prometido? Por que não? Tristemente, devo informar que o último paciente de quem tratei, o grande amante Don Juan DeMarco, sofria de um romantismo que era absolutamente incurável, e o que era ainda pior, altamente contagioso..."

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Nostalgia.




Segundo o Wikipedia:
“Nostalgia descreve uma sensação de saudades de um tempo vivido,
frequentemente idealizado e irreal.Nostalgia é um sentimento que surge a partir da sensação de não poder mais reviver certos momentos da vida.”


E o dicionário:
1.Saudade pungente de coisas, pessoas ou situações do passado.
2. Melancolia acentuada resultante de saudades da pátria.”

Busquei-me hoje no fundo da gaveta, nos arquivos antigos, nas fotografias dos anos anteriores. Senti que fui roubada, senti que faltava algo a mais. Típico sentimento nostalgico, o qual não pode ser saciado ou extinto com um novo encontro ou momento, eis a sua diferença da saudade, ai está o que mais doeu e é minha maior melancolia. A quantidade de pessoas que você perde, porque simplesmente as ideias não são as mesmas, ou a vida fez questão de separar, devagarzinho...
O número de sorrisos que ficaram ali ,as lágrimas que causam gargalhadas, aquela música e aquela festa que tornam impossível sentir-se completo. Todas as coisas ficaram com o tempo mas nem ele as guardou, passou por cima. Até meus amores não mais quem são e até me pertencem quando retorno ao local em que foram todinhos meus, seja o cinema, a boate, a parede ou o corredor. Dá um aperto ao saber que a inocencia e a sinceridade vai indo embora, que as piadas perderam a velha graça e que aquele lugar onde eu brincava quando criança não existe mais.E desse modo fica pedaço em pedaço, segundo em segundo, em retalhos, dividida a vida.


Ps¹: desculpem o post sem nexo, sem coerência e sem sentido,
mas queria escrever e não estou nos meus dias mais inspirados.

domingo, 13 de setembro de 2009

Coincidência, ou não!

Começou numa fila de um banco, num sábado à tarde no shopping. Foi amor a primeira vista, de ambos os lados, pelos menos os dois acreditavam. Parecia que ia dar certo, desde daquele momento, mas lá vai o destino, impedi-los. Um devia ficar ciente do nome do garoto pelo qual se apaixonou, o outro, ficaria só na curiosidade. Os dois passaram a semana desnorteados, pensando se jamais iriam trocar olhares. A decisão foi igual, de ambos os lados: voltar na mesma hora e ao mesmo lugar, uma semana depois. Ansiedade dominava Gabriel não iria sossegar enquanto não encontrasse o jovem que nem sequer sabia o nome.
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Uma semana depois, lá estavam eles, no mesmo shopping, em horário semelhante. Cada um com duas amigas, para dar apoio moral. Os olhos de Gabriel observavam cada passo, característica semelhante, cada rosto. Coincidência ou não, seus olhos fitaram a livraria, onde lá estava sentado, a observá-lo. Fez então um pequeno bilhete, e colocou seu e-mail, pedindo para uma das suas amigas entregar. “Ei, mandaram para você!” disse a garota, recebeu um obrigado, que não escondia sua opção sexual (o que não vem ao caso) e saiu prendendo riso. Tudo que ele mais queria, era chegar em casa, para ver se aquela janela de adição de novo contato do seu MSN, aparecia. Foi exatamente o que aconteceu, coincidência ou não, possuíam o mesmo nome, Gabriel. Agora onde as coincidências vão parar nem deus sabe...