quinta-feira, 7 de maio de 2009

Guerra de pedras.

Palestinos e israelenses nunca se bicaram, isso é fato. A paz definitiva chega a ser utópica, já que existe o radicalismo de ambos os lados. Como diz o povo, "Só querem um pé pra começar uma briga" (Nesse caso, uma guerra).
O estopim da Intifada deu-se exatamente aí, quando quatro palestinos foram atropelados e mortos por um caminhão israelense. Surpreso ninguém poderia ficar, em caso de contra-ataque, da maneira que a Terceira Lei de Newton afirma: "Para toda ação existe uma reação", exatamente o acontecido, só que ao invés de atropelamento, a reação foi feita com uma guerra de pedras nos soldados, contra a ocupação israelense, 1987 – Faixa de Gaza e Cisjordânia.
Os violentos protestos em nenhum momento fizeram com que os palestinos perdessem a razão ou fossem tidos como errados no contexto, pelo contrário, agiram corretíssimos se quer saber, e obtiveram resultados positivos. Já os israelenses? Só tiveram a perder com a repressão, recebendo de presente uma condenação do Conselho de Segurança da ONU, influenciando a opinião pública mundial, incluindo a minha, a favor da OLP e vendo mais uma vez a incansável tentativa de acordo político entre os dois países conflitosos.
Mais uma negociação fracassada veio, os Acordos de Oslo, firmados na Noruega, em 2003, começando errado logo por sua mediação, os EUA, prevendo coisas que todos fechavam os olhos para fingir que poderiam conseguir a paz por etapas, quanta ingenuidade! Todos sabem (ou pelo menos deveriam saber) que tudo isso é uma guerra territorial regida por motivos religiosos...
O ano de 2000 veio e desmontou todas as expectativas graças aos judeus em zonas árabes e aos exércitos israelenses nas cidades palestinas, dando início a uma nova guerra de pedras.
Entretanto, as coisas mudaram... Agora não mais pedras são usadas, elas deram a vez às bombas, do outro lado, o exército judeu está devastando a população civil e os alvos terroristas, de uma nova guerra, que só Deus (o meu, o seu, o deles, o nosso) sabe quando vai ter um ponto final, ou até quem sabe, ocasionaria o fim dos dois grupos (morte de todos eles) que vá dar um fim nisso.


(Esse texto escrevi a cerca de um ano mas tive vontade de postar)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Morfo.

Vim aqui tirar o morfo e as teias. Que estão aparecendo no meu coração, de tanto te esperar.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Sobre a teoria de desconstrução mental do gostar/amor.

A teoria é baseada ninte:
1. Sempre estar gostando de uma pessoa e vice-versa, mas se não acontece nada, ai tudo bem.
2.A partir do momento que a coisa começa a se concretrizar, um relacionamento ou o sentimento a se fortalizar, a coisa já muda.
3. Nunca demonstrar interesse por ter sempre um pé atrás.
4. Quando começa a levantar as possibilidades de se apaixonar, começa a eliminá-las, uma a uma.
5.Prefere algo não correspondido já que assim não há risco de se decepcionar.
6.Cria-se problemas e hipóteses, colocando na cabeça que aquilo nunca vai dar certo.

domingo, 15 de março de 2009

Fingindo.

- Preciso de te dizer algo...
- O quê?
- Vou fingir que esqueci você.
- Como assim?
- Guardar você na gaveta, na carteira, ou até na minha memória passada.
- Mas... pensei que estava apenas se distraindo comigo, por acaso esteve apaixonada por mim?
- É, isso mesmo.
- Você quer dizer que... ?
- É, te amei desdo primeiro dia e vou guardar seus beijos para quando quiseres de volta.
- Então...?
- Vou procurar alguém que me dê motivos para amá-lo.
- Para amar não precisa de motivo.
- Por isso que vive aí, arrodeado de mulheres,"amando" sem nenhum propósito ou motivo.
- É que...
- Não precisa se explicar,eu apenas estou fingindo, esqueceu?
- É...
- Já sabe, quando quiser, te tiro da gaveta para você me pôr em suas mãos.
(Cada um seguiu seu caminho)

sexta-feira, 13 de março de 2009

O bar.

Era sexta-feira, a mulher acabava de voltar de uma caminhada ou academia, imagino. Tudo isso pensando em encontrá-lo mais tarde, mas era muito incerto, dava pra ver na angústia da sua expressão. Então para num barzinho de esquina de bairro, senta-se só, acende um cigarro, pede uma cerveja e disca o número daquele em quem pensou o dia inteiro, liga então, ansiosa, mais de uma vez,entretanto, não obtém sucesso. Deprimi mas não demonstra. Logo chegam duas amigas, para acompanhá-la e ouvir sua paixão mal-sucedida. (Provavelmente irá encher a cara, e se afogar em lágrimas logo depois...)

terça-feira, 10 de março de 2009

Um "pois é" basta.

(Silêncio)
-Pois é, né?
- Pois é...

(Silêncio)
- ...
- ...
(beijos intermináveis) 

domingo, 8 de março de 2009

Laura, Samuel e o portão.

Noite, não havia cores, nem luz, só a lua,as estrelas e Laura, menina-moça, magrinha, crespos cabelos e olhos cor de mel, sem mistérios. Caminhava sob o sereno sem rumo, numa cidadezinha pacata, até que encontra um belo portão, mas não dava pra ver o que se passava do outro lado, nem o que a esperava,  dúvida no ar, agonia nos pés. Deveria abrir e mudar seu destino? ou deixar fechado e mudá-lo do mesmo jeito? A verdade dela era o medo do novo.
Fim de tarde, chuva, nostalgia de cores no arco-íris, o sol partindo e Samuel, rapaz de média estatura, olhos verdes, lisos cabelos, misterioso. Corria sob a chuva com um caminho já traçado, numa cidade fascinante, e encontra exatamente aquilo que queria, o portão, mesmo não dando pra ver o que passava do outro lado, sabia com certeza, o que encontraria: a cidadezinha pacata, noite, sem luz, sem cores, só a lua, as estrelas,  e sonhava conhecer Laura, pois na sua vida, só a tinha em sonhos. Certeza nos pés, agonia no ar. 
Deveria abrir e mudar seu destino? ou deixar fechado e mudá-lo do mesmo jeito? A verdade dele era a vontade de tentar.
Vinte instantes por um pensamento. Laura decidi acabar com o mistério, Samuel fica meio receioso mas segue em frente. Começam então, a empurrar o portão, ela quase insenta de força, sabendo que não suportaria o peso. Ele puxava pelo trinco de ouro, com algum sacrifício. Após uma porção de minutos de esforço, o impresível acontece,bate a cabeça de forma violenta e quase fatal, cai no chão, pobre Samuel. Por pior que tenha sido, os destinos mudaram, e muito. Laura apaixonou-se por ele quase inconsciente, mas não tinha tempo a perder, deixou uma mensagem de caneta, num pedaço de jornal do dia anterior "O que nos separava, era apenas um portão, agora espero que não seja a morte, se acaso chegue a viver, me procure, no lugar dos seus sonhos", ao lado, uma maçã partida ao meio.  Seguindo então pro lado de lá.
Tempos depois acordou e não esperou, logo estava ele, sob o arco-íris, como em seus sonhos, a outra metade da maçã no chão, e uma moça sentada de costas, porém ao invés de mulher era uma menina-moça. Achou ser um engano, mas ao sentir seu coração pulsar mais depressa que nunca, concluiu: era Laura.